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O gato da papoila

"Il était une fois" ou "Era uma vez" um blog sobre pensamentos, quotes, poemas, contos e tudo com o que a inspiração me brindar

O gato da papoila

"Il était une fois" ou "Era uma vez" um blog sobre pensamentos, quotes, poemas, contos e tudo com o que a inspiração me brindar

Infinito

Pergunto-me se os teus olhos azuis

Ainda pousam sobre as colinas,

E se és feliz?

 

Se, no intervalo da vida,

Quando uma brisa t'acaricia o rosto

E uma folha tomba,

Rodopiando sobre si própria, até ao chão,

Te lembras de mim?

Dos meus olhos,

Do meu sorriso

Quando olhava para ti?

Se compreendeste que era tudo real?

Que só eles eram reais neste mundo?

Se tomaste na alma os beijos

Que te espalhei pelo corpo

E te abrigaste neles quando te sentiste só?

Se pousaste a cabeça dentro dos versos que te fiz

E descansaste, da dor e da vida,

Olhos fechados,

Bracos abertos?

 

Podíamos recomeçar tudo?

Não.  

Mas podemos ter-nos para sempre

Porque o que nos une é feito de infinito.

 

Agora

Agora não estás e agora já estás!

Acredita no poder sempiterno do Universo!

O mesmo com que acendes a tua voz

No momento em que o Tempo é o seu inverso.

 

No momento em que como um ágil gato

Descobres o mundo sedento de curiosidades

E inspiras, pelo nariz, o elixir eterno

Que o vento transporta das novidades.

 

Que o vento transporta das novidades,

Como transporta aquilo que há-de ser

Se a alma for grande p'ra reconhecer

 

Que o passado e o futuro são palavras vãs

Apenas o Agora reina hoje e eternamente.

Tudo o resto é uma inútil ilusão da mente!

Contos de leveza e humor

https://www.kobo.com/pt/pt/ebook/as-gemeas-da-fonte-santa

Agora que o Sol desponta e as férias se começam a programar, dá sempre jeito ler um bonito conto 😜. Cá vai, o link para o meu primeiro e-book. Para conseguir ler é necessário fazer o download da app Kobo e registarem-se, mas é muito simples e gratuito. Obrigada e boas leituras 😁

O gato da papoila mudou-se

butterfly.jpg

Mudar é trazer de volta a nós o que optámos por não Ser.

Abrir a paleta do que somos e escrever novos versos. Uma nova identidade. Uma nova verdade.

 

Uma espécie de amor-próprio que caminha sobre espinhos. Que ardem e curam.

 

 

É difícil mudar, mas às vezes é mais difícil estar parado. Quando a vida está morta e nós nos tornamos fantasma.

 

Mudar é dizer que queremos mais,

Que a audácia de ousar só nos vai deter

Nos limites do nosso próprio Ser.

Carina

Há uma leveza, uma brisa suave, fresca,
que se afasta ao mesmo tempo que a tua mão,
um príncipio de todos os nossos fins
uma alma que se despe da ilusão. 
 
És tu que acendes esta ausência,
és tu que principias esta inexactidão,
és tu que incendeias a saudade,
és tu que fazes doer o coração.
 
A tua partida, tão cedo e repentina
a desgraça que se abateu sobre nós.
Tudo em ti faz falta, Carina,
desde o rosto sereno à doçura da voz!
 
Há dores que nos arrancam os órgãos por dentro,
o vazio enche tudo como se sempre fosse assim,
e perdemos de nós o nosso próprio centro,
como se a própria alma se arrancasse de mim.
 
Para sempre é o que ainda dói mais,
saber que para sempre, é a tua eterna ausência!
Repetem-se as rezas que só pedem 
a simpes recordação da tua essência,
 
porque o teu sorriso se perdeu,
deixou órfãos todos os que encantou,
nesse mar que levou tudo o que é teu
em troca do silêncio que deixou.
 
14-12-2016
maxresdefault.jpg

 

Habitáculo

Há muito que tu habitas em mim,

E eu habito em ti.

Há muitos momentos em que procuro por mim, 

dentro de ti.

E não te encontro.

Não me encontro.

Na amálgama do ser que ficámos

com a forma como nos deixámos crescer.

Perco-me de ti,

quando quero renascer mais una.

Mas há partes de mim que eu só encontro em ti,

partes cansadas, como um filme que já conhecemos

partes que me reconhecem e que eu reconheço,

mas não sei se são Eu.

Poema-me, ao menos uma vez, 

para que eu possa ser uma musa de mim

e me reencontre

na esquina do verso,

rimando contigo,

pelo eterno fora.

23-11-2016

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Intimidade II

Sinto-me sem ti. E isso não me afecta.

Sinto um friozinho a subir a espinha. É o frio da novidade, a doce brisa do que é novo e do que nos desperta.

Por isso é frio, porque se aproxima, de mansinho, e vem tocar-me, ao de leve, procurando o meu corpo, tacteando-o, compreendendo-lhe a vontade, o desejo, a eventual rejeição...

Vem mostrar quem é, e perguntar quem sou.

femme-dos.jpg

Ponte 25 de Abril

Os homens puseram barcos onde antes havia mar.

E esse mar era imenso. Até dava para "descobrir" continentes.

Hoje é pequeno. Tem limites. Porque os homens lhe puseram barcos...

ponte.jpg

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